Jojo Rabbit

Elenco: Scarlett Johansson, Taika Waititi, Roman Griffin Davis, Thomasin McKenzie, Sam Rockwell

Diretor: Taika Waititi

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Em tempos sombrios e difíceis como o que vivemos ultimamente, em que fatos históricos e as ciências humanas são deixadas de lado, é sempre importante relembrar o quão errado um regime como o nazista é algo a ser prontamente combatido e compelido. Jojo Rabbit faz isso, só que de uma forma diferente.


Reprodução: 20th Century Studios

Jojo Betzler (Roman Griffin Davis) é um garoto de 10 anos que vive na Alemanha nazista em plena segunda guerra mundial. O que o torna diferente? Seu amigo imaginário é nada menos do que o próprio Hitler (Taika Waititi). A figura do líder alemão todavia, não é a que estamos habituados. Somos apresentados ao Hitler exagerado, excêntrico, hilário, que profere de forma ácida suas ideologias defendidas na época. É a única forma possível de tratar o nazismo hoje em dia: mostrar pela ótica moderna do século 21 os absurdos e barbáries que eram cometidos outrora, embora com toques de humor negro.

Pode-se pensar então que o filme é uma propaganda nazista? De forma alguma. Ao invés de romantizar há a crítica forte, mesmo tratando-se de um tema tabu até hoje em diversas mídias. Isso se dá principalmente no arco de sua mãe interpretada por Scarlett Johansson, que juntamente com Elsa (Thomasin McKenzie), uma menina judia, desconstroem a imagem de um nazista fervoroso e vão trazendo um pouco de humanidade para dentro de seus conceitos distorcidos do mundo.


Reprodução: 20th Century Studios

O arco de Elsa é muito interessante, no melhor estilo Anne Frank. Há a denúncia dos preconceitos contra os judeus, juntamente com as inúmeras mentiras contadas e difundidas por anos de ignorância do povo alemão, sendo este um paralelo atual com o crescimento vertiginoso das fake news.


Reprodução: 20th Century Studios

Jojo Rabbit é um filme que diverte, emociona e nos faz pensar tanto no passado quanto em nosso futuro. Afinal de contas, o principal papel da arte é o de lembrar e , porque não, criticar.

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4/5 – Ótimo!


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